Pequenas? Só quem foi privado de mobilidade e da liberdade de ir e vir, compreenderá o teor do que vou abordar adiante.
São gigantescos obstáculos que
foram sendo derrubados, um a um. E com o tempo todos os demais gigantes, sejam
físicos, emocionais ou psicológicos, todos serão derrubados.
Antes eu andava somente acompanhada. Meu filho foi
o que mais sofreu. Me amparando, me dando o braço dele como apoio, além da paciência
que ele doou para aguentar uma mãe “lerdinha”. Pois é. Eu andava sempre com
paradas, encostando em muros, por causa da tontura e dor, de tanta força feita
para controlar o corpo e evitar as quedas.
Atualmente já saio sozinha. E sem a necessidade de usar o celular
para ligar para meu filho. Aprendi a andar sozinha, mesmo estando tonta. Só preciso
me policiar para não abusar demais. Faço tudo por etapas, mas faço. No caminho
de regresso para casa, faço uma paradinha estratégica num café, padaria ou
sacolão. Ou no caminho para algum lugar já planejo onde fazer um pit stop. Me
recusei a depender de bengala. Venho aprendendo de forma consciente a interpretar
os momentos certos de usar os tornozelos e os quadris para manter o equilíbrio.
Algo que se faz de forma inconsciente e automática, hoje, faço de forma
consciente e gastando várias calorias...rsrs.
Hoje saí na rua para cumprir várias tarefas. Tudo
próximo, mas foram várias. A maior alegria foi ter a medida necessária para
comprar uma comidinha fresquinha para fazer para meu filho. Saí, andei, fui
aqui, fui ali, escolhi, paguei, carreguei, cheguei em casa e botei tudo para
cozinhar. Uma imensa vitória para mim. Imaginem. Eu nem me mantinha em pé, nem conseguia engolir. O simples fato de poder comprar e preparar alimentos
é uma grande vitória.
Passei recentemente por um período de “luto”, porém necessário. Passado
o luto, agora surge em mim a vontade de superar, de acertar, de continuar
lutando, mas ainda com algumas reservas.
Logo hoje, um dia a mais na minha recente de independência,
encontrei um casal maravilhoso. Sem eles esperarem,
foram usados por Deus para me mostrar que estou no caminho certo. Sair da “caverna”
foi só o primeiro passo.
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| Sair da “caverna” foi só o primeiro passo. |
