Todos já tivemos machucados que doeram muito... seja em numa queda ou em um acidente.
Todo machucado físico é logo tratado e cuidado, com o objetivo de um pronto restabelecimento e de uma cicatrização rápida. Procuramos cuidar de todo e qualquer mal no corpo para estarmos aptos à vida normal.
Por que, então, não cuidamos de nossas almas com o mesmo zelo e a mesma urgência?
Quando a alma sangra em silêncio
Da mesma forma que não fomos ensinados a identificar a nossa alma e a compreender sua forma de existência, muitas vezes também não percebemos quando ferimos a alma de outras pessoas. Assim foi com nossos avós, com nossos pais e conosco. Ainda assim, é tempo de corrigirmos nossas ações, para que aqueles que estão ao nosso redor não sejam mais feridos “na mesma moeda”.
É necessário curar as almas feridas.
É necessário romper com a omissão.
É necessário discernimento.
A alma fala conosco por meio dos sentimentos, e os sentimentos por sua vez são a linguagem da alma. Por isso, precisamos estar atentos a eles, respeitá-los e analisá-los com cuidado. Contudo, é preciso vigilância: nem todo “sentimento” é, de fato, um sentimento. Existem pensamentos disfarçados de sentimentos.
Assim como já nos machucamos fisicamente, também já tivemos nossas almas feridas. O ser humano pode, inclusive, carregar dores e mágoas até o fim da vida, pois é possível sentir, no hoje, a mesma dor do passado. É a típica situação onde uma ferida de alma nunca se fecha. Por isso eu defendo que o caminho para a cura da alma começa no reconhecimento da diferença entre sentimento e pensamento.
O perigo de confundir sentir com pensar
Eu fui ferida em minha alma repetidas vezes desde a infância. Muitas vezes senti minha alma rasgada e dilacerada. Foram diversas experiências ao longo de 36 anos de vida: decepção, rejeição, desprezo, traição, depressão, abusos morais, espirituais e sexuais. O problema é que tudo o que senti também foi pensado, interpretado e racionalizado.
Durante anos, cultivei sentimentos negativos como um agricultor que cultiva sua terra com zelo. Cada sentimento foi confundido com memória e, a partir disso, fui construindo argumentos na mente, levantando fortalezas morais sobre o que era certo ou errado. Misturei sentimentos com pensamentos. Me tornei uma pessoa reativa, sempre na defensiva, tentando evitar novas dores na alma.
Mas como um ser humano racional pode ignorar experiências anteriores quando algo ocorre? Não é natural lembrar-se do que já viveu e reagir a partir disso?
Pode ser 'normal', mas não é 'natural'. Normal e natural não são a mesma coisa. Nada é mais natural do que o amor. Se agirmos amorosamente, estaremos agindo naturalmente. Se agirmos temerosamente, ressentidamente, zangadamente, poderemos estar agindo normalmente, mas nunca naturalmente. (citação do livro Conversando com Deus de Neale Donald Walsch)
Não perca tempo sendo reativo. É desperdício de vida permanecer analisando apenas os fatos negativos do passado. Não há tempo a perder com ressentimentos. Perdoe e siga em frente.
Você está nesse mundo para:
Saber Quem É, e
Criar Quem Deseja Ser.
