Todos já tivemos machucados que doeram muito... seja em numa queda ou em um acidente.
Todo machucado físico é logo tratado e cuidado, com o objetivo de um pronto restabelecimento e de uma cicatrização rápida. Procuramos cuidar de todo e qualquer mal no corpo para estarmos aptos à vida normal.
Por que, então, não cuidamos de nossas almas com o mesmo zelo e a mesma urgência?
Quando a alma sangra em silêncio
Da mesma forma que não fomos ensinados a identificar a nossa alma e a compreender sua forma de existência, muitas vezes também não percebemos quando ferimos a alma de outras pessoas. Assim foi com nossos avós, com nossos pais e conosco. Ainda assim, é tempo de corrigirmos nossas ações, para que aqueles que estão ao nosso redor não sejam mais feridos “na mesma moeda”.
É necessário curar as almas feridas.
É necessário romper com a omissão.
É necessário discernimento.
A alma fala conosco por meio dos sentimentos, e os sentimentos por sua vez são a linguagem da alma. Por isso, precisamos estar atentos a eles, respeitá-los e analisá-los com cuidado. Contudo, é preciso vigilância: nem todo “sentimento” é, de fato, um sentimento. Existem pensamentos disfarçados de sentimentos.
Assim como já nos machucamos fisicamente, também já tivemos nossas almas feridas. O ser humano pode, inclusive, carregar dores e mágoas até o fim da vida, pois é possível sentir, no hoje, a mesma dor do passado. É a típica situação onde uma ferida de alma nunca se fecha. Por isso eu defendo que o caminho para a cura da alma começa no reconhecimento da diferença entre sentimento e pensamento.