Então disse o Senhor Deus:
“Agora o homem se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Não se deve, pois, permitir que ele também tome do fruto da árvore da vida e o coma, e viva para sempre”.Por isso o Senhor Deus o mandou embora do jardim do Éden para cultivar o solo do qual fora tirado. Depois de expulsar o homem, colocou a leste do jardim do Éden querubins e uma espada flamejante que se movia, guardando o caminho para a árvore da vida.(Gênesis 3:22–24)
Uma leitura que pede profundidade
Há algum tempo sinto uma vontade profunda de compartilhar com você a minha visão sobre essa passagem.
Muitos entendem a retirada do homem do jardim do Éden como um castigo, motivado por ira ou punição divina. Antes de apresentar minha reflexão, porém, é necessário contextualizar algo essencial.
Amor pressupõe liberdade
Deus criou o homem? Sim, claro. Mas é preciso lembrar: Deus é amor (I João 4:8). E onde há amor, há liberdade.
Por isso, Deus não definiu nem estabeleceu o caráter do homem. Não agiu por imposição. Não determinou sua natureza interior. Ao homem foi dada a possibilidade e a responsabilidade, de definir sua própria essência.
O caráter não é algo físico.
Não é alma (emoção).
Não é espírito (consciência).
Para que o caráter humano pudesse ser formado, Deus concedeu uma ordenança (Gênesis 2:16–17), inserida em um ambiente de absoluta liberdade. O próprio texto bíblico é explícito: “livremente”.
A escolha e sua consequência
Com a desobediência, algo se estabelece: a natureza interior do homem.
Uma essência corrompida. Um caráter degenerado.
Nesse estado, o homem poderia comer do fruto da árvore da vida e viver para sempre. E aqui reside o ponto central: viver para sempre com um caráter corrompido seria um risco irreversível.
Não era essa a vontade de Deus.
A retirada do Éden como gesto de amor
Por amor, Deus retira o homem do jardim do Éden. Não como punição, mas como proteção. Ele impede o acesso à árvore da vida e sela essa decisão colocando querubins para guardar o caminho.
O amor de Deus nesse momento, não é permissivo, é responsável.
A única possibilidade de redenção
A partir daí, uma providência se tornava necessária. Uma medida que permitisse a homens e mulheres, já nascidos com uma natureza corrompida, a possibilidade de redenção. Havia apenas um caminho: Jesus Cristo, o Filho.
Se o homem tivesse vivido para sempre naquele estado, a obra redentora não teria lugar. A humanidade estaria condenada a uma eternidade sem possibilidade de regeneração.
Não foi castigo, foi amor
Por isso, Deus retirou o homem do Éden. Por amor.
Para que a humanidade tivesse uma chance real, concreta e acessível de optar pela remição.
Para que o caráter pudesse ser regenerado.
Para que a liberdade não fosse anulada, mas redimida.
Um convite
Procure conhecer mais a Deus.
Conheça quem tem um amor perfeito para o conforto de todo ser humano.
Sugestão de Louvor:
Em Teus Braços - Laura Souguellis | Fornalha Dunamis
(*) Definição de caráter:
Caráter é um conjunto de características e traços relativos à maneira de agir
e de reagir de um indivíduo ou de um grupo. É um feitio moral.
É a firmeza e coerência de atitudes.
