Quando de fato nascemos?

Uma reflexão sobre a pré-existência da alma e o Deus que nos conhece antes do ventre.

Com este texto, pretendo testemunhar e apresentar alguns indícios que evidenciam que cada ser humano já existia muito antes da concepção, muito antes de qualquer planejamento familiar.


Imagem: internet

A reflexão de Drummond

Há algumas semanas, durante uma palestra sobre ‘Famílias Psicossomáticas’ com a Drª. Ilma Cunha, conheci um trecho do poema “Nascer” de Carlos Drummond de Andrade.

O texto é amplamente analisado na psicologia e psicanálise por tratar do universo simbólico do ser humano, sua pré-existência e pertencimento ao seio familiar antes do nascimento.

Trecho deste poema:

“Eles nascem antes, nascem no momento em que se anunciam, quando há realmente desejo de que venham ao mundo.”

Drummond conta a história de um menino, muito desejado por sua família, chamado João. Antes de nascer, João já tinha nome, enxoval, brinquedos e até profissão — uma narrativa que mostra o quanto uma criança é esperada e aguardada, mesmo antes do nascimento.

Compreender. Crer. Fazer e Tornar-se.

Nem todos possuem a noção do valor da compreensão. Tudo começa pela compreensão. Comece pelo auto-conhecimento, tente compreender seus erros e falhas. De onde nossos erros se originam?


Imagem: internet


Marcos 12:24 - Respondeu-lhes Jesus: Porventura não errais vós em razão de não compreenderdes as Escrituras nem o poder de Deus?

Você já procurou compreender, valorizar a Palavra de Deus? Você já procurou compreender e valorizar seus sentimentos? Não se pode compreender (nunca) o que não se valoriza. Nunca. Se você não valorizar um sintoma físico, não compreenderá que pode estar doente e acabará por não crer que precisa de médico. 

Um homem não pode crer no que não compreende. O que um homem desvalorizar, sempre sairá de sua vida, mas o que um homem valorizar, sempre virá para sua vida.

Qual a origem de nossos erros? Creio que nossos erros se originam da falta de compreensão de algo. Considere esse exemplo. Se precisarmos de um extintor para apagar um incêndio e não soubermos como ele funciona, provavelmente faremos alguma besteira. Talvez por falta de conhecimento e compreensão possamos usar o extintor de água ao invés de usar o de pó químico, causando mais estragos. Por quê? Há um tipo de extintor para cada tipo de incêndio. Há ainda a forma de utilizá-lo, a inclinação, a aplicação, a distância, etc.

É um exemplo simples, mas que você, minha testemunha nesse texto, pode aplicar em situações mais complexas. Talvez você precise ajudar uma criança e só poderá ajudá-la se compreendê-la. Para compreender as atitudes de uma criança é necessário conhecê-la, valorizá-la; se ainda assim não puder compreendê-la, talvez seja necessário compreender o ambiente familiar em que ela vive, conhecer seus pais, sua educação, sua cultura familiar.

Procure conhecer seus sentimentos, suas reações a determinadas situações, antecipe-se, observe; mergulhe fundo no conhecimento de sua personalidade, de sua essência. Você está feliz com todas as suas atitudes e comportamentos? Reflita.

Gostaria de concluir com um tipo de comportamento favorável e bem aceito em qualquer sociedade. O altruísmo. 

  • Se compreendermos o que é altruísmo, acreditaremos sempre nesse comportamento.
  • Se acreditarmos nesse comportamento, o faremos sempre. 
  • Se tivermos esse comportamento, nos tornaremos sempre altruístas.


O que um homem compreende, ele o crerá sempre.
O que um homem crê, ele o fará sempre.
O que um homem faz, ele se tornará sempre.







Receita do Amanhã


Do que o amanhã será feito? 

De amor? De mágoa? De festa? De açúcar? Quais serão os ingredientes do seu amanhã? Quais serão seus resultados? Terá seus objetivos e interesses atingidos?


O amanhã aqui retratado pode ser o literal (dia seguinte ao atual), mas prefiro ampliar o sentido e por isso peço que o leitor interprete o 'amanhã' aqui comentado como 'futuro'; seja este a curto, médio ou longo prazo. Simplesmente futuro.


Não sei e ninguém sabe como será o amanhã, porque o amanhã a Deus pertence (Tg. 4.14). Mas acredito que todos podemos escolher os ingredientes do nosso amanhã, do nosso futuro. Uma decisão para cada ingrediente.

Ser fértil e gerar bons frutos pode ser uma decisão individual, pessoal, mas tudo o que é inútil, não tem valor, e tudo que não tem valor não tem futuro (Lc. 13.6-9). A vida humana é um dom, uma dádiva, e todo ser humano tem um potencial para resultados, porém cabe a cada um fazer boas escolhas. 

Não foi castigo, foi amor


Então disse o Senhor Deus:

“Agora o homem se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Não se deve, pois, permitir que ele também tome do fruto da árvore da vida e o coma, e viva para sempre”.
Por isso o Senhor Deus o mandou embora do jardim do Éden para cultivar o solo do qual fora tirado. Depois de expulsar o homem, colocou a leste do jardim do Éden querubins e uma espada flamejante que se movia, guardando o caminho para a árvore da vida.
(Gênesis 3:22–24)


Uma leitura que pede profundidade

Há algum tempo sinto uma vontade profunda de compartilhar com você a minha visão sobre essa passagem.

Muitos entendem a retirada do homem do jardim do Éden como um castigo, motivado por ira ou punição divina. Antes de apresentar minha reflexão, porém, é necessário contextualizar algo essencial.