Quando vou parar de “sofrer” as mudanças?

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Uma reflexão sobre mudança, hábitos mentais e consciência


Mudanças raramente chegam de uma vez.
Muitas se repetem até moldar tudo.


Há textos que não apenas informam: revelam. Foi o que aconteceu quando li o artigo do meu amigo, mentor e filósofo pessoal, Edmundo Conde, no qual ele aborda a resistência às mudanças e o funcionamento do cérebro. Uma ocasião de absurda sincronicidade com minha atual fase de vida.

Ao ler seu texto, compreendi que minha resistência aos modelos e hábitos mentais não era apenas simbólica ou emocional, era também física, explicada pelo funcionamento dos gânglios basais, localizados no mais profundo centro do cérebro.

Percebendo esse aspecto físico, algo se organizou dentro de mim. Não porque fosse totalmente novo (eu já havia lido sobre isso), mas porque finalmente, isso ganhou nome, contorno e sentido.

Foi nesse momento que uma frase ouvida anos atrás foi “desarquivada” do meu subconsciente e retornou ao consciente, com uma clareza quase incômoda:

"Anne, sua prisão não tem grades.”

Como contemplar uma alma?

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Uma busca pelas camadas invisíveis do ser

Após ver um vídeo do professor e filósofo Lucas R. Bello, uma pergunta despertou minha curiosidade… “Como contemplar uma alma?”



Quase que instantaneamente, várias outras perguntas ferveram na minha mente inquieta:
“Eu sei contemplar minha própria alma?”
“O que Deus vê quando contempla a minha alma?”
“Minha alma tem algo de singular a ser contemplado?”
“Eu sei contemplar a alma do meu próximo?”
“Como se faz, de forma prática, para contemplar uma alma?”
“Quando Deus contempla a alma humana, o que Ele vê?”

O que fiz a seguir foi meditar a respeito e tentar trazer à tona — algumas respostas (ou mais perguntas…rs), começando pelo básico:

“Há algo de útil em minha alma para ser contemplado?”

 

 

Florescer para um novo tempo

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Descobrindo a versão que nasce quando o passado já não nos serve

Quando um texto antigo volta a falar com a alma


Em 23 de setembro de 2024, fiz uma homenagem discreta a duas amigas em um post no Instagram @caixinhas.da.anne . E relendo o texto fiquei profundamente tocada ao perceber como algo que escrevi há mais de um ano voltou a falar comigo hoje, 31 de outubro de 2025.


Para uma intimidade mais profunda com Deus, 
use sua liberdade de fazer perguntas.
Ele responderá.


A hora é agora

Vivo, neste momento, mais uma fase desafiadora. Uma nova fase de vida, difícil até de colocar em palavras.

Mas Deus, em sua infinita presença — tão simples e ao mesmo tempo tão grandiosa — mais uma vez me surpreende, e me conduz a um nível mais profundo de entendimento sobre minha própria e paradoxal existência neste avatar humano.

Vejam, eu o fiz uma testemunha aos povos

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Uma vida que testemunha

Davi e a travessia entre lutas e vitórias


Quem conhece um pouco da história de Davi sabe que, verdadeiramente, ele passou por todo tipo de luta e viveu todo tipo de conflito, experimentando derrotas e vitórias. E por causa do ser humano que ele foi, o Senhor deixou registrado: 

"Eu o fiz uma testemunha aos povos" (Is. 55.4).


Desde conflitos interiores, passando por perda de filhos, decepções, vivendo traições como autor, causador e vítima, a história de Davi foi deixada para a humanidade como um referencial. Davi era uma pessoa como eu, como você, um indivíduo que não era perfeito, mas era um homem com um coração quebrantado; esse foi seu principal testemunho. 

A história de Davi e seu relacionamento com Deus foi uma demonstração, uma prova de que quando erramos, podemos e devemos voltar todo o nosso ser a Deus, para sermos tratados, corrigidos e curados.

Conhecer plenamente como sou plenamente conhecido

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Um convite de Agostinho e de Deus para mergulhar no único olhar que nos conhece plenamente.


O ser humano só procura conhecer aquilo que ama. Se alguém ama a Deus, vai procurar conhecê-Lo, vai procurar meditar, refletir e pensar sobre Ele, sobre o ser que Ele é.  É por isso que Agostinho usa I Co. 13.12 em sua confissão: 

"permite-me que te conheça plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido."

Cada vez que se conhece mais sobre Deus, mais é possível conhecer a si mesmo, em verdade e na verdade, pois somente Deus conhece plenamente cada ser humano. Essa área de conhecimento, profundo, íntimo e secreto, é uma área inacessível aos terapeutas, psicólogos e psicanalistas. Essa área do conhecimento do ser, é e está acessível apenas para Deus, podendo ser inclusive acessível a cada um de nós,  Se, (e somente se) buscarmos conhecê-Lo plenamente.


Complementares para devocional:

"Senhor, tu que me conheces, permite-me conhecer-te; permite-me que te conheça "plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido" (I Co.13.12). (Confissões de Agostinho - livro 10 - texto 1 - 1ª frase)


Texto: I Co. 13
Louvor: Sobre Ele - Amanda Rodrigues
Livro: O Amor Andou Entre Nós

Dá-nos dessa água!

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Jesus respondeu: 

"Quem beber desta água terá sede outra vez, mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna". João 4: 13, 14 NVI



Quem não quer beber dessa água? Você quer? Eu quero! Beber de uma água que se transforma numa fonte, jorrando mais dessa mesma água ... e ainda continuamente ... claro que sim. Isso reflete a transformação de algo inútil, supérfluo e momentâneo, em algo útil, essencial e eterno.

Ninguém desejaria ser inútil. Alguns sinônimos de inútil são de causar arrepios. Veja alguns: 

  • Desnecessário: acessório, supérfluo, dispensável, frívolo.
  • Infrutífero: fracassado, ocioso, frustrado, infecundo, improdutivo, perdido.
  • Imprestável: desútil, nulo, ineficaz, vão, fútil, inaproveitável.
Precisamos nos manter conectados a essa água divina, manter um relacionamento contínuo com o Pai, a fim de nos tornarmos úteis para o que realmente importa: a vida. É hora de produzirmos amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Não há lei contra essas coisas. Nenhum impedimento. Basta querer obedecer a um único mandamento: "Ame o seu próximo como a si mesmo".

"SENHOR, dá-nos de beber da água da vida, da água que só tu tens, da água que vem de ti. Produz em nós essa fonte útil, abundante, divina e eterna. Faz-nos entender tua Palavra e teu coração. Continuamente. Eternamente. Amém."


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Jesus x Botânica?

Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês… um ramo não pode produzir fruto se não estiver na videira…

(João 15:4, NVT)


Você já refletiu sobre a profundidade e a importância dessa analogia apresentada por Jesus? 

O entendimento dessas palavras pode variar de pessoa para pessoa, mas com um pouco de reflexão, estudo e curiosidade, é possível captar o verdadeiro sentido da mensagem.

Para facilitar a compreensão, há um vídeo que explica como a seiva de uma planta “anda” em seu interior. Ele mostra o mecanismo de condução da seiva, mesmo contra a gravidade, e sem a presença de um coração ou órgão contrátil.

Clique aqui para assistir o vídeo sobre: Mecanismos de Condução de Seiva.

Agora, proponho uma reflexão:

  • Por analogia, Jesus é a videira, o Pai é o lavrador e a Palavra seria a seiva (ou talvez a seiva represente o Espírito Santo?).
  • Nesse contexto, quem seria o sol? Quem seria a água?
  • E se nós somos os ramos, o que representam os frutos?

Permita-se meditar sobre essas perguntas e perceber como cada elemento da analogia se conecta com a vida espiritual e a relação com Deus.

 


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Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta. Todo ramo que dá fruto, ele poda, para que produza ainda mais. Vocês já foram limpos pela mensagem que eu lhes dei. Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Pois, assim como um ramo não pode produzir fruto se não estiver na videira, vocês também não poderão produzir frutos a menos que permaneçam em mimSim, eu sou a videira; vocês são os ramos. Quem permanece em mim, e eu nele, produz muito fruto. Pois, sem mim, vocês não podem fazer coisa alguma. (João 15.1-5 NVT)

🍇 Curiosidade: O que o Chat GPT respondeu sobre a analogia?

 

Se seguimos a analogia apresentada:
  • Jesus como a videira: Ele é a fonte de vida e sustento espiritual. Sem Ele, nada pode florescer.
  • O Pai como lavrador: Deus cuida, poda, orienta e cultiva o que é frutífero em nós, permitindo crescimento e transformação.
  • A Palavra ou Espírito Santo como seiva: A energia que circula e mantém a vida nos ramos — pode ser tanto a Palavra que nos guia quanto o Espírito que nos habita, fluindo em nosso interior.

Quanto
ao sol e à água, podemos interpretá-los como elementos externos e vitais que nos nutrem:
  • O sol poderia ser a graça e o amor de Deus que iluminam nosso caminho.
  • A água poderia ser a fé, a oração ou a comunhão com Deus, que nos mantém vivos espiritualmente.

E se
nós somos os ramos, então os frutos representam as ações, atitudes e  transformações que manifestamos no mundo — o amor, a bondade, o perdão, a generosidade. E os frutos são visíveis; demonstram que permanecemos na videira e que a seiva da Palavra, do Espírito circula em nós.

Essa analogia nos convida a examinar nossa vida espiritual
  • Estamos de fato conectados à videira?
  • Estamos permitindo que a seiva flua e que os frutos apareçam?


O fundo do silêncio


No fundo do meu silêncio, Deus habita em Espírito e eu, em espírito, habito em Seu esconderijo. 


Em I Coríntios 6.19a (NVT) a Palavra diz: Vocês não sabem que seu corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vocês e lhes foi dado por Deus? Se sou habitação do Espírito Santo de Deus, então posso afirmar que Ele sabe como é a minha existência, só Ele sabe como é estar na minha pele. Ele está na minha pele. As minhas mãos são as mãos dele; os meus pés são os pés dele.

"SENHOR, gostaria de saber algo: Como é estar em minha pele? É interessante? Repugnante? Emocionante? Gostaria de seu feedback, preciso dele; com certeza será bem diferente da minha leitura, pois sou tendenciosa para o auto engano e para auto sabotagem. Somente suas impressões me interessam. O que ando falando, sentindo, vendo e ouvindo tem alegrado o seu coração?" 

"SENHOR, talvez me responda quebrando o meu silêncio, talvez permaneça em silêncio dentro do meu silêncio. De uma forma ou de outra, Tu sempre transformas cada silêncio meu em quietude, paz e serenidade. Obrigada por essa graça. Obrigada por me fazer sentir Sua presença e amor."


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Nem todo teólogo é embaixador de Cristo


Qualquer teólogo bem formado e sério pode dar uma aula sobre o amor de Deus; pode explicar o que é esse amor baseando-se na Bíblia, citando livro por livro e detalhando versículo por versículo. 


Um bom teólogo pode ensinar como praticar o amor de Deus ao expor o conteúdo de 1ª. Coríntios e pode até emocionar, manipular uma plateia...
...no entanto, qualquer ensino sobre o amor de Deus deve promover uma reflexão e selar a mensagem com um selo, um timbre de embaixador e, Embaixador de Cristo.



É fato que estamos na pós-modernidade, o ambiente é moderno, se modifica, evolui, mas a espiritualidade cristã não se modifica; Deus foi, é e sempre será Deus. A espiritualidade cristã é a mesma no tempo dos cavalos e a mesma no tempo dos carros. E é o Espírito quem incute, exorta e ensina sobre o que é ser um Embaixador de Cristo (2Co.5.20; Ef.6.20).


Infelizmente (ou felizmente) a última palavra não é e nunca foi de quem a diz (ou de quem a escreve); a última palavra é e sempre será de quem a ouve (ou de quem a lê); pois Deus falou e continua falando, deixou registrado e documentado, tudo o que é bom, tudo o que é perfeito e agradável, tudo o que pode conduzir o homem à esperança da glória e à vida eterna, mas é o homem quem decide como proceder e o que praticar.


Em geral, o homem pós-moderno parece ser perspicaz, mas é ridículo; ouve, mas não acata, não obedece; lê, mas não compreende; vê, mas não enxerga; o homem pós-moderno vive envolto numa bolha de inércia, dentro de um mundo já acelerado, com a quinta marcha passada. Um homem tão míope e cruel, pode não entender a mais simples analogia, mesmo que desenhada.

Dessa forma, é possível concluir que qualquer homem, dessa louca era pós-moderna, pode conhecer o amor de Deus, mas cabe somente ao Embaixador de Cristo viver e praticá-lo.



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A Prosperidade do Deus Enlatado


Como embaixadores do Reino de Deus, Embaixadores de Cristo, todos nós, cristãos fomos comprados por um alto preço e não somos mais de nós mesmos (1Co.6.19,20). 


Somos encarregados de chefiar a missão de amar (Jo.15.17); para isso fomos capacitados como “funcionários diplomáticos do mais alto nível”. 


Somos embaixadores com plenos poderes para representar o Reino de Deus (2Co.5.20; Ef.6.20); gozamos de inúmeros privilégios previstos pelo Pai, assim como os embaixadores terrenos possuem por causa da Convenção de Viena (1). Até os membros da família de um embaixador (terreno, natural) são protegidos por privilégios, imunidade e inviolabilidade (2). 

"Será que os familiares dos embaixadores cristãos também não estariam protegidos por Deus?", "O que é necessário para fazermos o que fomos chamados a fazer?"

Embaixadores de Cristo não precisam jejuar e orar por questões financeiras; Embaixadores de Cristo recebem tudo o que precisam para executar suas responsabilidades e funções; Embaixadores de Cristo precisam somente se posicionar para dar um basta, um impeachment no corporativismo cristão e na teologia da prosperidade, pois o amor ao dinheiro está com suas garras, enforcando a espiritualidade cristã. 

É hora de “saltarmos” dos nossos discursos superficiais e sermos intensos, viscerais, a fim de não só apresentarmos uma nova proposta de reflexão, mas de sermos uma nova reflexão. Deus enlatado não existe


Deus enlatado não existe.
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Notas:

Há um novo coração disponível?


A insensibilidade ao amor de Deus talvez seja o pior mal dos últimos tempos (Mt. 24.7). Nunca em tantos anos e séculos a humanidade precisou tanto de um novo coração como agora. Será que existe um “How to do...” para transformar o hedonismo em altruísmo? 


O melhor caminho (talvez o único) para uma humanidade altruísta está no amor de Deus. Seria uma resposta à intercessão do Apóstolo Paulo: 

Oro para que, com as suas gloriosas riquezas, ele os fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio do seu Espírito, para que Cristo habite em seus corações mediante a fé; e oro para que vocês, arraigados e alicerçados em amor, possam, juntamente com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus. (Efésios 3:16-19-NVI)


Se a humanidade compreendesse o amor e a natureza de Deus, muito provavelmente teríamos um mundo muito melhor. Na atualidade, o que se destaca são as pessoas que, em sua essência, se tornam cada vez mais egoístas; pensam mais no que Deus e os outros podem fazer por elas, do que elas podem fazer para servir a Deus e ao próximo. 

Na realidade, não deveríamos nos frustrar com esta situação, pois fomos avisados há muito, através do apóstolo Paulo, em II Tim. 3.1: “Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis”; outra versão diz: “tempos trabalhosos”; outra, ainda diz: "penosos"; são versões suficientes para entendermos que se trata de tempos difíceis. 

Sim, estamos nos últimos dias; sim, estamos em tempos difíceis. 

Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará (Mt.24.12). São as pessoas que cada vez mais cheias de si mesmas, pensam e criam leis, inovações e soluções “brilhantes” que favorecem cada vez mais o indivíduo e não a vida em comunidade. Falar em humanidade e comunidade, já virou fábula ou conto de fadas. Aliás, está mais para fábula.

Sim, estamos nos tempos de Atos 2.17 (tempos atuais) - Nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos...-, no entanto parece este presente de Deus não estar promovendo mudanças. Por que o aumento da maldade (Mt. 24.12) é mais predominante que o derramar do Espírito de Deus (At. 2.17)? Encontramos a resposta na própria Palavra. 

A Bíblia explica a Bíblia. 

Em II Co. 4.4 lemos: O deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. O homem está sendo enganado. Até quando?

Há pessoas enganadas em todas as religiões, inclusive no cristianismo. Pessoas interessadas em poder, riqueza e fama, vemos por todas as sociedades globais. Pessoas interessadas em transcendência, significado e comunidade são raras. Deixo ao leitor algumas perguntas para reflexão:

1. Pode acontecer uma verdadeira e profunda mudança na humanidade?  

Nada é impossível para Deus (Lucas 1:37-NVI). 

2. O amor de Deus pode ser mais influente que a maldade?

Nada é impossível para Deus (Lucas 1:37-NVI). 

3. Há um novo coração disponível para o homem?

Nada é impossível para Deus (Lucas 1:37-NVI). 

 

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Meditando sobre Honra (Estudo 1)

Honra segundo a Bíblia: uma reflexão sobre Davi


Em tempos de pós-modernidade, como anda o conceito de honra em nossa sociedade global? O que realmente significa honrar alguém, e quem deve ser honrado? Será que ainda existe honra nos dias de hoje?

Gostaria de propor uma reflexão sobre o termo “honra” a partir de um viés específico: o da Bíblia Sagrada, o único livro em que encontrei o verdadeiro sentido desse conceito.

É comum e equivocado relacionarmos honra com meritocracia. A verdadeira honra, segundo a Bíblia, é uma questão de caráter, não de conquistas ou status. Um exemplo vivo disso é a história de Davi.

Digitais do Criador | Evidências desde o princípio


Espero sinceramente que você tenha lido e refletido sobre a última postagem, com uma das confissões de Agostinho. Se ainda não leu, faça isso antes de ler o texto abaixo.


Deus vem se manifestando à humanidade desde o princípio (Gn.1.1). A iniciativa sempre veio dele, vem dele e sempre continuará vindo por parte dele. As digitais do criador estão espalhadas pelos 4 cantos dessa terra até seus confins. Não há como negá-lo. Deus está na biologia, está na gravidade ou na falta dela, está na velocidade da luz, na termodinâmica, na eletrostática, em tudo. 

A eletricidade presente em forma de luz elétrica, dentro de numa lâmpada incandescente, foi descoberta e patenteada em 1879 por Thomas Edison. Mas desde quando existia a eletricidade? Desde sempre. Ela sempre esteve presente na natureza. Ela simplesmente foi descoberta. Ela estava presente desde o princípio. 

E a energia eólica, gerada pelo vento? Sempre existiu. A energia solar, gerada pelo sol? Seja o fogo que vem da natureza, seja o vidro que também vem dela ou todas as leis da física, não há como negar a existência de uma soberania. Toda a criação dá testemunho dá existência de Deus. Trata-se de uma revelação geral, natural e aberta. 

John Stott declarou em um artigo: 

"A iniciativa e a soberania de Deus podem ser vistas em várias situações. Ele tomou a iniciativa na criação, trazendo o universo e seus elementos à existência: “No princípio criou Deus os céus e a terra”. Ele tomou a iniciativa na revelação, manifestando à humanidade sua natureza e sua vontade: “Havendo Deus outrora falado muitas vezes e de muitas maneiras aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho”. Ele tomou a iniciativa na salvação, vindo em Jesus Cristo para libertar homens e mulheres de seus pecados: “[Deus]… visitou e redimiu o seu povo”.

A Bíblia menciona em Romanos 1.19-21 (ntlh):

" ... o que se pode conhecer a respeito de Deus está bem claro...pois foi o próprio Deus que lhes mostrou isso. Desde que Deus criou o mundo, as suas qualidades invisíveis, isto é, o seu poder eterno e a sua natureza divina, têm sido vistas claramente. Os seres humanos podem ver tudo isso nas coisas que Deus tem feito e, portanto, eles não têm desculpa nenhuma. Eles sabem quem Deus é, mas não lhe dão a glória que ele merece e não lhe são agradecidos."


Que tal pensarmos mais em gratidão do que em petição? Vamos ser mais gratos? 

Sejamos gratos e adoremos ao nosso Deus que nos criou, que nos formou, que nos deu um corpo, uma alma e um espírito. Nos deu sentidos, emoções, inteligência, consciência, além de um lindo planeta para viver. 

Reconheça a existência de Deus e faça a sua oração de gratidão.



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Alguma coisa a respeito dele


A imensa, variada, genial e ampla criação do universo dá testemunho de sua existência. 


Conheça abaixo um dos textos das Confissões de Agostinho (texto 9 do livro 10).


"O que é isto?", perguntei à terra. E ela me respondeu: "Eu não sou ele". E tudo o que nela existe me deu a mesma resposta. 

Perguntei ao mar e às profundezas e aos seres rastejantes, e eles responderam: "Nós não somos o teu Deus. Procure acima de nós". 

Perguntei ao ar fugaz, e todo o ar com seus habitantes me respondeu: "Anaxímenes se enganou; eu não sou Deus". 

Perguntei aos céus, ao sol, à lua e às estrelas. "Nós não somos o Deus que tu procuras". E eu repliquei a todas as coisas que cercam a porta de minha carne: "Vocês me falaram do meu Deus afirmando que não são ele. Digam-me alguma coisa a respeito dele". E elas todas em uníssono clamaram: "Ele nos criou". Minhas perguntas dirigidas a todas essas coisas nasceram de minhas reflexões sobre elas: e a beleza delas me deu a resposta.

Voltei-me então para mim mesmo e disse: "Quem é você?". E eu respondi: "Um homem". E, vejam, em mim se apresentam minha alma e meu corpo: aquela por dentro, este por fora. Em qual dos dois devo procurar Deus? Eu o procurara no corpo desde a terra até o céu, chegando até onde conseguiam chegar meus mensageiros, os raios de meus olhos. Mas o melhor é o ser interior, pois é a ele, que preside e julga, que são levadas todas as mensagens físicas, da terra e do céu e de tudo o que neles existe.

E todas as coisas responderam: "Nós não somos Deus, mas ele nos criou". 

Disso meu homem interior tinha conhecimento graças ao ministério do homem exterior. Eu, o homem interior, sabia disso. Eu, o intelecto, por meio dos sentidos do corpo, perguntei a toda a estrutura do mundo acerca de meu Deus. E ela respondeu: "Eu não sou ele, mas ele me criou".

Confissões de Agostinho - Livro 10 - Texto 9

 

Toda a criação testemunha a existência de Deus
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Hei...você! Pronto pra fazer a diferença?


Deus quer usá-lo para que faça diferença no mundo dele. Ele quer atuar por seu intermédio. O que importa não é a duração da sua vida, mas a contribuição que você ofereceu. Não quanto viveu, mas como viveu. Se você não está envolvido em algum serviço [...] que desculpa tem dado? 



Abraão era velho, Jacó era inseguro, Lia não tinha atrativos, José foi maltratado, Moisés gaguejava, Gideão era pobre, Sansão era codependente, Raabe era imoral, Davi teve uma amante e todo tipo de problemas familiares, Elias tinha tendências suicidas, Jeremias era depressivo, Jonas era relutante, Noemi era viúva, João Batista era no mínimo excêntrico, Pedro era impulsivo e temperamental, Marta se preocupava demais, a samaritana teve vários casamentos fracassados, Zaqueu era indesejado, Tomé tinha dúvidas, Paulo tinha saúde fraca e Timóteo era tímido. 

Aí está uma boa variedade de pessoas desajustadas, mas Deus usou cada uma delas em sua obra. Ele também o usará, se você parar de apresentar desculpas. 
Trecho do livro 'Uma Vida com Propósitos - Para que estou na terra?' de Rick Warren - publicado em português pela Editora Vida

Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos. Efésios 2.10, (NVI)

Pense sobre o seu propósito de vida.
Aceite esse chamado.




Buscando a verdade

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Por quantos problemas você já passou? Quantos desafios, provações, frustrações e decepções você já enfrentou? Qual é o nível de resistência emocional de um ser humano? E a resiliência? Se nasce com ela ou ela é uma virtude a ser desenvolvida?


Após um derrame e todas as consequências deste em minha vida, percebi que não era normal um ser humano sofrer tanto. Compreendi que eu tinha tanto problemas emocionais quanto espirituais, alguns tão relacionados entre si e antigos que somatizados ao cotidiano, ao estresse e ao trabalho afetaram todo o meu físico. 

Era necessária uma providência. Eu precisava buscar a verdade do ‘eu’.

Eram muitas as perguntas sem respostas: ‘para quê estou na terra?’, ‘por que eu nasci nessa família?’, ‘qual o propósito de minha vida?’, ‘por que tive que passar por estas experiências?’, entre outras.

De todo o meu coração, decidi combater o auto-engano, a intolerância, os traumas e medos; mergulhei fundo. Assim como eu estava empenhada por minha reabilitação física e ia amealhando os resultados, decidi aos 37 anos estudar o comportamento humano, assim como seus problemas espirituais e emocionais, além dos efeitos psicossomáticos sobre o corpo. 

Com todo o meu ser e de mente aberta iniciei uma série de descobertas. Mesmo com limitações, fraquezas e falhas fiz preciosas descobertas, coisas excelentes e difíceis de serem expressadas. Somente na verdade eu descobri a resiliência. 

Só posso aqui, neste momento, compartilhar que Deus tem um amor incondicional e imensurável por você. Seus colegas, amigos e família podem te ver como a ponta de um iceberg é vista sobre o mar; apenas sua menor parte é percebida.  Somente Deus vê o todo. 


Existe uma verdade sobre você. Deseje conhecê-la.





Quando de fato nascemos?

Uma reflexão sobre a pré-existência da alma e o Deus que nos conhece antes do ventre.

Com este texto, pretendo testemunhar e apresentar alguns indícios que evidenciam que cada ser humano já existia muito antes da concepção, muito antes de qualquer planejamento familiar.


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A reflexão de Drummond

Há algumas semanas, durante uma palestra¹ sobre ‘Famílias Psicossomáticas’ com a Drª. Ilma Cunha, conheci um trecho do poema “Nascer” de Carlos Drummond de Andrade.

O texto é amplamente analisado na psicologia e psicanálise por tratar do universo simbólico do ser humano, sua pré-existência e pertencimento ao seio familiar antes do nascimento.

Trecho deste poema:

“Eles nascem antes, nascem no momento em que se anunciam, quando há realmente desejo de que venham ao mundo.”

Drummond conta a história de um menino, muito desejado por sua família, chamado João. Antes de nascer, João já tinha nome, enxoval, brinquedos e até profissão — uma narrativa que mostra o quanto uma criança é esperada e aguardada, mesmo antes do nascimento.

Compreender. Crer. Fazer e Tornar-se.

Nem todos possuem a noção do valor da compreensão. Tudo começa pela compreensão. Comece pelo auto-conhecimento, tente compreender seus erros e falhas. De onde nossos erros se originam?


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Marcos 12:24 - Respondeu-lhes Jesus: Porventura não errais vós em razão de não compreenderdes as Escrituras nem o poder de Deus?

Você já procurou compreender, valorizar a Palavra de Deus? Você já procurou compreender e valorizar seus sentimentos? Não se pode compreender (nunca) o que não se valoriza. Nunca. Se você não valorizar um sintoma físico, não compreenderá que pode estar doente e acabará por não crer que precisa de médico. 

Um homem não pode crer no que não compreende. O que um homem desvalorizar, sempre sairá de sua vida, mas o que um homem valorizar, sempre virá para sua vida.

Qual a origem de nossos erros? Creio que nossos erros se originam da falta de compreensão de algo. Considere esse exemplo. Se precisarmos de um extintor para apagar um incêndio e não soubermos como ele funciona, provavelmente faremos alguma besteira. Talvez por falta de conhecimento e compreensão possamos usar o extintor de água ao invés de usar o de pó químico, causando mais estragos. Por quê? Há um tipo de extintor para cada tipo de incêndio. Há ainda a forma de utilizá-lo, a inclinação, a aplicação, a distância, etc.

É um exemplo simples, mas que você, minha testemunha nesse texto, pode aplicar em situações mais complexas. Talvez você precise ajudar uma criança e só poderá ajudá-la se compreendê-la. Para compreender as atitudes de uma criança é necessário conhecê-la, valorizá-la; se ainda assim não puder compreendê-la, talvez seja necessário compreender o ambiente familiar em que ela vive, conhecer seus pais, sua educação, sua cultura familiar.

Procure conhecer seus sentimentos, suas reações a determinadas situações, antecipe-se, observe; mergulhe fundo no conhecimento de sua personalidade, de sua essência. Você está feliz com todas as suas atitudes e comportamentos? Reflita.

Gostaria de concluir com um tipo de comportamento favorável e bem aceito em qualquer sociedade. O altruísmo. 

  • Se compreendermos o que é altruísmo, acreditaremos sempre nesse comportamento.
  • Se acreditarmos nesse comportamento, o faremos sempre. 
  • Se tivermos esse comportamento, nos tornaremos sempre altruístas.


O que um homem compreende, ele o crerá sempre.
O que um homem crê, ele o fará sempre.
O que um homem faz, ele se tornará sempre.







Receita do Amanhã


Do que o amanhã será feito? 

De amor? De mágoa? De festa? De açúcar? Quais serão os ingredientes do seu amanhã? Quais serão seus resultados? Terá seus objetivos e interesses atingidos?


O amanhã aqui retratado pode ser o literal (dia seguinte ao atual), mas prefiro ampliar o sentido e por isso peço que o leitor interprete o 'amanhã' aqui comentado como 'futuro'; seja este a curto, médio ou longo prazo. Simplesmente futuro.


Não sei e ninguém sabe como será o amanhã, porque o amanhã a Deus pertence (Tg. 4.14). Mas acredito que todos podemos escolher os ingredientes do nosso amanhã, do nosso futuro. Uma decisão para cada ingrediente.

Ser fértil e gerar bons frutos pode ser uma decisão individual, pessoal, mas tudo o que é inútil, não tem valor, e tudo que não tem valor não tem futuro (Lc. 13.6-9). A vida humana é um dom, uma dádiva, e todo ser humano tem um potencial para resultados, porém cabe a cada um fazer boas escolhas. 

Não foi castigo, foi amor


Então disse o Senhor Deus:

“Agora o homem se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Não se deve, pois, permitir que ele também tome do fruto da árvore da vida e o coma, e viva para sempre”.
Por isso o Senhor Deus o mandou embora do jardim do Éden para cultivar o solo do qual fora tirado. Depois de expulsar o homem, colocou a leste do jardim do Éden querubins e uma espada flamejante que se movia, guardando o caminho para a árvore da vida.
(Gênesis 3:22–24)


Uma leitura que pede profundidade

Há algum tempo sinto uma vontade profunda de compartilhar com você a minha visão sobre essa passagem.

Muitos entendem a retirada do homem do jardim do Éden como um castigo, motivado por ira ou punição divina. Antes de apresentar minha reflexão, porém, é necessário contextualizar algo essencial.