Hei 'cara pintada', onde está aquela atmosfera contagiante?


A atmosfera que criamos


Mais do que criar coisas, criamos ambientes

Muito além de criar, produzir ou inventar coisas, o ser humano é capaz de gerar algo ainda mais poderoso: uma atmosfera. Onde quer que esteja, especialmente quando em grupo, o ser humano influencia o ambiente ao seu redor. Essa é uma habilidade natural, quase intuitiva.


Quando há unidade, algo se move 

Quando as pessoas estão em harmonia quanto ao objetivo de uma reunião ou evento, uma atmosfera específica se forma.

Pensemos, por exemplo, em uma grande manifestação. Se ela for pacífica, planejada, conduzida com ordem, decência e organização, e se tiver objetivos claros, conseguirá comunicar suas reivindicações com eficácia.

Não importa o porte do evento, seja com centenas, milhares ou milhões de pessoas. Quando há unidade e propósito comum, o grupo alcança uma atmosfera contagiante, coerente com seu objetivo principal.

Todo evento gera resultados. A questão é que esses resultados podem ser positivos ou negativos, conforme a atmosfera que se cria.


O ambiente que temos alimentado

Percebo, nas redes sociais, uma atmosfera de revolta da população brasileira contra o governo. Não tiro a razão de ninguém, e não é esse o meu objetivo aqui. O que proponho é apenas um convite à percepção do ambiente que estamos construindo.

Vejo postagens agressivas, marcadas por uma linguagem ríspida, grosseira e, muitas vezes, ignorante. Protestar é necessário, sim. Mas protestar exige clareza, argumentação e consciência.

"Quem não sabe se expressar acaba não comunicando, apenas contaminando."

 

Do virtual ao real

Se o ambiente virtual já se mostra assim, o prognóstico para o espaço físico e presencial não é dos melhores.

Todo cidadão tem direitos, é claro. Mas quando a manifestação se torna violenta ou agressiva, perde-se a razão e junto com ela, a força do discurso. O que nos falta, talvez mais do que coragem, é uma cultura verdadeiramente politizada.


Um outro cenário possível


Imagem: Internet

Nos próximos dias deste mês de agosto, seria belo sentir pelo país uma brisa morna, quase como uma maresia simbólica, capaz de gerar uma atmosfera de amor à pátria em todo o território brasileiro.

Devemos, sim, expressar nossa insatisfação. Mas de forma concisa, apaixonada e memorável. É hora de abrir as bandeiras nas janelas. É hora de liberar o grito sufocado desde 2014. É hora de gerar uma atmosfera de amor, amor ao chão que pisamos, à terra em que nascemos.